Pharmaceutical Technology Brasil Ed. 1-24
Pharmaceutical Technology 8 Edição Brasileira - Vol. 28 / Nº1 Sempre considere a via de administração e os requisitos de congelamento Uma das questões mais críticas para os fabricantes de terapia celular é a manutenção das células em um meio/ excipiente adequado desde o final da cultura até o momento da adminis- tração ao paciente. “Não apenas o meio deve manter as células viáveis com suas propriedades intactas, mas a via de administração também deve ser levada em conta”, afirma Nicco. Ela acrescenta que um bom excipiente “é livre de solventes e adequado para suspensões frescas ou congeladas de células vivas formuladas em uma formulação própria adaptada à via de administração, como intravenosa, intra-articular ou intracraniana”.Além de compreender o mecanismo de libe- ração, Guest enfatiza a importância de considerar o recipiente e a dose ao escolher os excipientes. O próximo fator importante, segun- do ele, é se o produto de terapia celular será fornecido congelado, pois isso exi- girá a seleção de um crioprotetor. Os experimentos de desenvolvimento de formulação devem ser cuidadosamente projetados para otimizar a potência, levando em consideração os períodos de retenção e as etapas de congela- mento/descongelamento e eliminando ou minimizando o uso de diluentes e etapas de lavagem. Além disso, a Guest recomenda avaliar as formulações, os recipientes, os equipamentos e os protocolos de administração existentes para minimizar a necessidade de novas práticas clínicas ou de mudanças nas mesmas. Entenda as matérias-primas Um componente importante de qualquer estratégia de formulação é a consideração das matérias-primas. Para excipientes destinados ao uso em produtos de terapia celular, Guest enfatiza a necessidade de identificar fontes disponíveis adequadas às boas práticas de fabricação (BPF) com controles aceitáveis de lote a lote que permitirão uma formulação de produto reproduzível. Também é fundamental, diz ele, confirmar se o material é ade- quado para o processo de fabricação e se estará disponível para atender à demanda de fabricação da terapia celular durante todo o ciclo de vida do produto. Igualmente importante, observa Guest, é garantir a disponibilidade do material celular e do medicamento adequados para o projeto de expe- rimentos de formulação. Entender o grupo de pacientes e a via de ad- ministração pretendida é essencial, enquanto isso, para identificar os possíveis efeitos colaterais de quais- quer excipientes Em geral, Guest continua, os exci- pientes convencionais são preferidos devido ao risco de que soluções novas ou não testadas exijam um desenvol- vimento significativo para garantir que o material não afete o benefício terapêutico do material celular. Além disso, todos os materiais, incluindo os excipientes, devem ser adequados para a via de administração pretendida e apresentar risco mínimo de indução de toxicidade, reações imunológicas ou transferência de agentes adventícios. Avaliação da formulação estabilidade e qualidade O controle do material celular desde o ponto de seleção “ideal” do doador até a fabricação sob condições de GMP, comercialização e aplicação é fundamental para garantir a qua- lidade, a segurança e a eficácia do medicamento final. Embora as MSCs usadas como materiais iniciais para a produção de medicamentos de terapia avançada só possam ser isoladas em centros autorizados usando processos padronizados globalmente, as condi- ções ideais para a cultura de MSCs isoladas não são padronizadas. Isso representa um grande desafio no con- trole de sua qualidade e propriedades terapêuticas, afirma Nicco. Portanto, é essencial controlar as fontes de células (por exemplo, medula óssea, cordão umbilical e tecido adi- poso), a densidade celular na cultura, a duração da cultura, a engenharia celular e a composição dos meios de cultura e implementar controles de qualidade no processo que garantam a eficácia e a segurança das células em todos os estágios dos processos de fabricação manuais e automatizados, incluindo a criopreservação, o uso de bancos de células e os sistemas de transporte. “Por fim, a estabilidade
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