Pharmaceutical Technology Brasil Ed. 1-24
Pharmaceutical Technology 9 Pharmaceutical Technology 9 Edição Brasileira - Vol. 28 / Nº1 e a qualidade do produto de terapia celular e dos excipientes que ele contém devem sempre ser avaliadas em relação às amostras de referência submetidas à mesma instalação de armazenamento”, enfatiza Nicco. O que complica essa situação é o fato de que pode ser difícil encontrar métodos confiáveis de potência do modo de ação para terapias baseadas em células, de acordo com Guest. “Muitas vezes, são necessários mode- los de cultura de células in vitro e in vivo para confirmar a adequação da formulação”, diz ele. Além disso, a estratégia de formu- lação, os tempos de espera, a criopre- servação e o descongelamento estão intrinsecamente ligados, e pode ser difícil determinar o impacto de cada componente da formulação, observa Guest. “Para isso, são necessários expe- rimentos cuidadosamente projetados e métodos analíticos adequados que avaliem não apenas o impacto das alterações na formulação e dos pro- cessos de congelamento e desconge- lamento, mas também os mecanismos biológicos posteriores, como apoptose e necrose, que exigem tempo em uma instalação de cultura de células ade- quada ou modelos in vivo para otimizar as formulações”, explica. “Outra dificuldade reside no fato de que as determinações de viabi- lidade geralmente estão vinculadas aos métodos analíticos, aos técnicos que as executam e se os mecanismos biológicos de apoptose e as verda- deiras recuperações de células são considerados na estratégia de teste”, comenta Guest. Portanto, é importante que os desenvolvedores de terapias celulares que dependem de laborató- rios de testes externos garantam que esses parceiros terceirizados tenham o entendimento, a experiência e os recursos necessários para a realização de testes adequados e abrangentes. Avanços na terapia celular ciência da formulação em andamento O campo da terapia celular está se expandindo em ritmo acelerado e a tecnologia está avançando para dar suporte à crescente variedade de tratamentos em desenvolvimento. Isso inclui a ciência da formulação e o de- senvolvimento de soluções excipientes aprimoradas. Os crioprotetores desen- volvidos por meio da biomimética de proteínas anticongelantes naturais para substituir o DMSO e os meios à base de proteína de soro são um exemplo destacado por Nicco. No entanto, ainda há mais trabalho a ser feito nessa área. “Há uma clara necessidade não atendida de desco- berta e desenvolvimento de novos crioprotetores que possam substituir ou reduzir as quantidades necessárias dos atuais padrões de ouro formulados para proteger e tratar tipos de amos- tras desafiadoras, como MSCs e, ainda mais, sistemas multicelulares de iPSC. Esse problema multivariado é comple- xo, com vários mecanismos de danos a serem tratados e diferenças sutis entre os tipos de células e os métodos de congelamento. A combinação de testes de alto rendimento com algo- ritmos computacionais iterativos é fundamental para otimizar protocolos e formulações de excipientes para pre- servar terapias emergentes baseadas em células”, comenta Nicco Guest, por sua vez, prevê que, com o avanço do campo da terapia celular, a prática clínica padronizará natural- mente a formulação, o fornecimento e as vias de administração por meio de dados de segurança e eficácia do produto. “Isso incluirá o uso de exci- pientes recombinantes ou isentos de animais e outros aditivos adequados à finalidade, desenvolvidos por meio do uso de inteligência artificial para minimizar a citotoxicidade e, ao mes- mo tempo, melhorar a estabilidade e os tempos de retenção”, afirma. Nicco também está confiante de que a combinação de novas tecno- logias, como o design inteligente de bibliotecas, a modelagem computa- cional, os ensaios de triagem rápida e os avanços na genômica levarão a um melhor entendimento das relações es- trutura-função entre o medicamento e o excipiente. “Esse maior entendimen- to levará a excipientes mais eficazes e eficientes que permitirão terapias celulares de melhor desempenho e, em última análise, beneficiarão tanto os desenvolvedores de terapia celular quanto os pacientes”, conclui PT Referências 1. Valerio, C.; Theocharidou, E.; Davenport, A.; Agarwal, B. Human AlbuminSolution for Patients with Cirrhosis andAcute on Chronic Liver Failure: BeyondSimple Volume Expansion. World J Hepatol. 2016 Mar 8;8(7):345-54. doi: 10.4254/wjh.v8.i7.345. PMID: 26981172; PMCID:PMC4779163. 2. Hankins, J. The Role of Albumin inFluid and Electro- lyte Balance. J InfusNurs. 2006 Sep-Oct;29(5):260-5. doi:10.1097/00129804-200609000-00004. PMID: 17035887 3. Shah, M.M.; Mandiga, P. Physiology,Plasma Osmola- lity and Oncotic Pressure. [Updated 2022 Oct 3]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Availablefrom: https://www. ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK544365/.
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NzE4NDM5