Pharmaceutical Technology Brasil Ed. 6-23
Pharmaceutical Technology 24 Edição Brasileira - Vol. 27 / Nº6 Técnicas de fabricação Os excipientes coprocessados apre- sentam muitas variações, assim como suas técnicas de fabricação. Em geral, porém, Assis enfatiza que as operações unitárias farmacêuticas padrão são aproveitadas em condições de proces- samento moderadas para minimizar as instabilidades químicas e físicas. “Ao formular um material coprocessado, as possíveis reações químicas entre os ingredientes devem ser considera- das, uma vez que nem novas ligações covalentes nem possíveis incompati- bilidades são desejadas ou aceitáveis”, diz ele. Os métodos comuns de processa- mento citados por Schäfer incluem secagem por spray, cogranulação, mistura, coextrusão, comilling e co- cristalização. Assis acrescenta que a cogranula- ção pode ser obtida por meio de granu- lação em leito fluidizado, granulação de alto cisalhamento, granulação seca (compactação por rolo) ou granulação por fusão. Ele também aponta a copre- cipitação como outro método para a geração de excipientes coprocessados com funcionalidades aprimoradas. “Ao selecionar uma abordagem de fabricação”, enfatiza Schäfer, “é es- sencial identificar uma estratégia de produção que crie uma mistura estável e homogênea dos componentes e pro- porcione um desempenho confiável e multifuncional sem alterar a estrutura química dos excipientes empregados”. Fatores que impulsionam a crescente aceitação De fato, ao desenvolver um exci- piente coprocessado, o principal obje- tivo é aprimorar suas propriedades ma- teriais, combinando as funcionalidades mais relevantes, como carga, agluti- nante, desintegrante e lubrificante, em um único material para melhorar a processabilidade do medicamento e, ao mesmo tempo, garantir um excelente desempenho do produto, de acordo com Assis. “Esses ativos excipientes aprimorados resultam em economia de custos de fabricação, desenvolvi- mento mais rápido de medicamentos e redução do tempo de colocação no mercado”, afirma ele. As propriedades que geralmente são aprimoradas in- cluem fluidez, distribuição de tamanho de partícula, comportamento de mis- tura, estabilidade de armazenamento, compressibilidade e consistência de lote para lote. Outro benefício importante dos excipientes coprocessados é sua ca- pacidade de simplificar o desenvolvi- mento da formulação e a fabricação do produto final. “O uso de excipientes coprocessados reduz o número de ingredientes na formulação, simpli- ficando o desenvolvimento e conso- lidando os esforços de qualidade por projeto (QbD). Ele também minimiza as despesas com testes, reduzindo a análise de controle de qualidade, o manuseio de materiais e os requisitos de documentação”, explica Assis. Outros fatores que impulsionam o uso de combinações de excipientes destacados por Schäfer incluem sua capacidade de solucionar desafios de formulação e entrega não atendidos, melhorar a eficiência do processo e permitir novas abordagens de fabrica- ção, como o processamento contínuo, tudo isso ao mesmo tempo em que proporciona uma melhor economia do processo. “Além de combinar dife- rentes funcionalidades em um único produto e apoiar uma abordagem altamente eficiente e eficaz para o desenvolvimento de medicamentos, os excipientes coprocessados oferecem flexibilidade para adaptar as formu- lações a necessidades específicas”, diz ele. Schäfer observa ainda que, como o desempenho dos sistemas de exci- pientes coprocessados é normalmente adaptado para ser robusto e consisten- te, eles são particularmente adequados para processos que dependem muito dos parâmetros de desempenho, como a fabricação contínua. Em muitos casos, de fato, Schäfer observa que os sistemas de excipientes são desenvolvidos para resolver um desafio específico, que pode ser tão simples quanto reduzir o número de etapas do processo (por exemplo, o número de alimentadores, que é limi- tado pela configuração do processo) ou melhorar os parâmetros do processo, como fluxo ou aderência das formula- ções ao equipamento. O fato de que o uso de excipientes coprocessados nor- malmente requer menos formulação e conhecimento do processo e reduz o risco de erros em todo o processo é outro benefício.
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