Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2019

Pharmaceutical Technology 25 Edição Especial SÓLIDOS 2019 dado, pois a alta carga de fármaco pode levar a uma maior propensão à recristali- zação em uma dispersão sólida amorfa”, enfatiza Savla. “A crescente complexidade dos me- dicamentos aumentou a demanda por excipientes especializados e outras tec- nologias de administração que podem facilitar a liberação direcionada do IFA no lugar certo, pelo tempo correto”, enfatiza Mueller-Albers. O papel crucial que esses agentes possuem sobre as propriedades e o desempenho do medicamento final significa que as autoridades reguladoras examinaram minuciosamente a funcio- nalidade e a qualidade dos excipientes na última década. “Como resultado dessa análise, as em- presas farmacêuticas foram orientadas a adotar uma abordagem baseada em ciên- cia e risco para a seleção de excipientes que são amplamente aceitos em todos os principais mercados mundiais”, acrescenta Mueller-Albers. Sem a devida atenção à qualidade do excipiente, as empresas podem correr riscos significativos no desenvolvimento de medicamentos e po- dem acabar em inatividade de produção e escassez de suprimentos, alerta ela. Avanços importantes “Como mencionado anteriormente, a indústria tem testemunhado uma mudança em relação aos medicamentos populares e, como tal, está observando os volumes de fabricação diminuindo”, diz Stahl. “Portanto, várias empresas têm se concentrado em um método de com- pressão direta, o que nega a necessidade da etapa de granulação úmida, além de aumentar os requisitos sobre as caracte- rísticas físicas dos IFAs e dos excipientes”. A aplicação bem-sucedida do método de compressão direta requer uma seleção crítica de excipientes para garantir boa fluidez e compressibilidade. “O fluxo de pó é uma propriedade extremamente im- portante para processos como compressão e encapsulamento e, portanto, excipientes que podem melhorar o fluxo de pó em misturas de pó ‘difíceis’ são de interesse dos formuladores”, enfatiza Savla. “Estes podem ser de grau excipiente com um tamanho e forma de partícula específicos para fornecer boas propriedades de fluxo ou materiais coprocessados (por exemplo, celulose microcristalina silicificada), que oferecem vantagens semelhantes”. Os materiais coprocessados agora estão mais amplamente disponíveis e oferecem aos formuladores uma opção de excipiente único e multifuncional, que ajuda a reduzir o tempo e o custo do desenvolvimento, principalmente nas fases iniciais do de- senvolvimento, explica Savla. “Além disso, produtos fáceis de preparar, tais como pre- parações de revestimento pré-formuladas para comprimidos, estão agora disponíveis gratuitamente e também podem reduzir o tempo de processamento”. À medida que o processo de desenvol- vimento de medicamentos se torna mais complexo, os fornecedores de excipientes são obrigados a seguir as várias tendências do setor e inovar, confirma Shah. “Avanços importantes foram vistos especificamente ao desenvolver novos sistemas de adminis- tração de medicamentos”, diz ele. Dando alguns exemplos, Shah destaca que avanços dos excipientes têm sido observados como resultado das tendências da indústria em relação a formas farma- cêuticas imediatas e controladas, sistemas de administração especializados para mo- léculas pouco solúveis e nanotecnologia. “Portanto, os excipientes coprocessados e o desenvolvimento de novos tipos de excipientes existentes ajudaram nas for- mas farmacêuticas de liberação imediata e controlada”, acrescenta ele. “Então, para sistemas de distribuição especializados, foram introduzidas ciclodextrinas, sílica mesoporosa, novos polímeros para inibir a cristalização e dispersões de copolíme- ros para mascarar o sabor. Em termos de nanotecnologia, o setor tem observado o uso de derivados peguilados e porções direcionadas a fármacos para estabilização e especificidade, respectivamente”. No entanto, Karry afirma que a ino- vação permaneceu relativamente lenta. “Naturalmente, trata-se de uma aposta significativa para as empresas farmacêu- ticas utilizar excipientes novos ou inova- dores nas formulações, em grande parte devido ao risco aumentado no envase dos medicamentos”, diz ela. “No entanto, a inovação para excipientes continua”. Necessidades de mercado ainda não atendidas “Embora existam várias opções de ex- cipientes disponíveis hoje com um forte histórico de segurança e desempenho, ainda existem necessidades de mercado não atendidas, quando se trata de funcio-

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