Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2020

Pharmaceutical Technology 17 Edição Especial SÓLIDOS 2020 Este esquema destaca os principais passos do processo de revestimento seco exclusivo da Aston Particle Technologies, pelo qual os processos ocorrem em paralelo e permitem que sejam formadas novas partículas compostas. Os parâmetros do processo definem a extensão do revestimento e podem ser controlados para produzir pós com atributos-chave de qualidade. FIGURA 1 Partículas finas ‘hóspedes Partículas grossas “hospedeiras” 1º Passo: Desaglomeração de partículas finas coesivas bem como conjunto de partículas grossas aglomeradas 1º Passo: Dispersão das partículas finas e grossas por toda a mistura 3º Passo: Adesão do material ‘hóspede’ na superfície das partículas “hospedeiras”. As condições do processo são controladas para direcionar a adsorção da hóspede no transportador pode levar à formação de aglomerados ou à segregação, produzindo misturas não homogêneas em uma “mistura interativa” (3, 4, 6-9). O revestimento com partículas secas supera as altas forças coesivas asso- ciadas às partículas finas “hóspedes”, com as finas ficando uniformemente ligadas à superfície das partículas grossas “hospe- deiras”, por forças de adesão fortes. Este princípio é válido desde que a diferença de tamanho entre as partículas hóspede e carreadoras seja pelo menos o dobro. O revestimento ocorre porque as forças de atração entre fina e grossa são maiores que o peso da própria partícula fina (3, 4, 6, 10-12). O revestimento seco com o uso da tecnologia pode ser representado em três etapas primárias (Figura 1), que ocorrem simultaneamente: em primeiro lugar, a dispersão de todos os aglomerados das partículas finas e grossas através da apli- cação da força G alta gerada pela rotação da câmara de processamento em alta ve- locidade, equilibrada pela injeção de gás de nitrogênio na câmara; em segundo lugar, a dispersão das partículas finas em torno das

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