Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2020
Pharmaceutical Technology 23 básicos e moléculas reativas (por exemplo, peróxidos, aldeídos, ácidos orgânicos). O conteúdo amorfo é um fator adicional, assim como o conteúdo de umidade de equilíbrio e o perfil higroscópico, pH eficaz na água e a estabilidade térmica e térmica/umidade do estado sólido (química e física). É importante mencionar, acrescenta Lee, que em alguns casos, os fornecedores de excipientes oferecem versões especiais de pureza extremamente alta de determinados produtos. Quando um IFA é identificado como suscetível de oxidação, por exemplo, excipientes ‘mais limpos’ com limites muito baixos de substâncias oxidantes seriam preferíveis como uma forma de reduzir o risco de interações indesejáveis. A caracterização de interações é essencial Geralmente, a escolha de excipientes se baseia em dados de degradação forçada do IFA. “Dados de degradação forçada for- necem informações sobre as possíveis vias de degradação para o IFA e para a formação de impurezas em ambientes ácidos e básicos, quando expostos a condições de luz ou oxidativas, e sob condições de alta temperatura e alta umidade”, diz. A caracterização adequada de interações entre excipiente/ princípio ativo usando teste físico e químico é primordial, con- corda Shook. “Devemos fazer o possível para identificar atributos críticos de materiais de um princípio ativo alvo. Por exemplo, vários estudos de compatibilidade de excipiente, como misturas binárias, protótipos formulados, pó comprimido versus solto etc., podem ser projetados para se alinhar ao IFA e ao cronograma disponível”, observa. Os estudos são melhor empregados de maneira apropriada à fase. Antes do início de qualquer estudo de compatibilidade, uma revisão completa das informações relevantes do princípio ativo disponíveis no momento dos estudos de compatibilidade é de extrema importância, de acordo com Kane. Essa avaliação deve incluir revisão do entendimento estrutural da estrutura mole- cular e dos locais de reatividade conhecida, revisão detalhada da via sintética, revisão dos dados de estabilidade do estado da solução do IFA (desafios relacionados ao pH, térmicos e de foto- estabilidade), qualquer todos os dados de degradação forçada e informações sobre a formação de metabólitos e o resultado de modelos preditivos de degradação. “Deve ser usada uma abordagem de avaliação de risco que envolva a combinação do conhecimento de impurezas reativas em excipientes juntamente com o entendimento das possíveis vias de degradação do IFA. Outros fatores, como razão entre o medicamento e o excipiente, acidez de superfície e pH microam- biental, também devem ser considerados durante a avaliação e mitigação de riscos. Por fim, as estratégicas de mitigação devem incluir a projeção das incompatibilidades por meio do desenho da formulação, configurações de embalagem ou por meio do estabelecimento de uma estratégia de controle”, comenta Kane. Estratégias de formulação e embalagem Existem diversas estratégias que podem ser utilizadas para minimizar interações indesejáveis entre excipiente e IFA, desde a evitação de excipientes problemáticos até o uso de excipientes que estabilizam ou protegem os IFAs, dispositivos que separam fisicamente os ingredientes da formulação até o momento de ad- ministração e embalagens que incorporam agentes químicos que
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