Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2020
Pharmaceutical Technology 24 Edição Especial SÓLIDOS 2020 inibem determinadas reações químicas. Para formas farmacêuticas sólidas orais, há várias opções diferentes para proteger IFAs sensíveis à umidade ou de- gradação oxidativa. No caso anterior, Kane observa que excipientes com baixo teor de umidade devem ser usados para reduzir a probabilidade de interação química devido à hidrólise e, sílica deve ser adicionada para adsorver qualquer umidade captada na formulação. Revestimentos de filme de barreira à umidade também podem ser usados, segundo Shook. A inclusão de embalagens dessecantes na embalagem do frasco do medicamento e/ou a liberação de um gás inerte, como nitrogênio ou ar seco, durante o acondicionamento também são recomendadas. Para IFAs que podem reagir com o oxi- gênio, excipientes que contém ou podem gerar peróxidos devem ser evitados, ao passo que antioxidantes devem ser adicio- nados à formulação na quantidade ideal, segundo Kane. A escolha dos componentes certos para a embalagem, e redução do volume no topo da embalagem podem ajudar a evitar a exposição do produto a um ambiente oxidativo. A inclusão de sequestradores de oxigênio na embalagem do frasco e do blíster e/ou a inserção do produto nos frascos sob atmosfera inerte (ar seco ou nitrogênio) também é reco- mendada para melhorar a estabilidade de um medicamento. Ao lidar com lubrificantes à base de gordura, como estearato de magnésio e ácido esteárico, a caracterização adequada da mistura do material é importante, de acordo com Shook. “Os tempos de mistura devem ser otimizados para equilibrar a introdução adequada do lubrificante com revestimento mínimo das partículas do princípio ativo”, diz. Para líquidos orais não estéreis e in- jetáveis líquidos, a adição de excipientes ácidos ou básicos ou agentes de tampo- namento, conforme apropriado, podem ajudar a manter o pH desejado e evitar a degradação do IFA, segundo Kane. Caso um excipiente seja necessário para atingir a liberação adequada, mas ele não possa entrar em contato com o IFA por períodos de tempo prolongados, o uso de seringas de câmara dupla ou acondicionamento em frascos separados são opções para manter os ingredientes fisicamente separados até o momento da administração, de acordo com Lee. “A chave para essas soluções é ter um bom entendimento da duração de tempo durante a qual os ingredientes combinados continuarão estáveis para garantir que os pacientes estejam recebendo a formulação correta”, comenta. Questionar todos os excipientes Quaisquer que sejam as soluções esco- lhidas, elas são selecionadas com base em um extenso trabalho de pré-formulação e analítico e são destinadas a fornecer con- trole do projeto, o que levará a produtos aceitáveis, de acordo com Lee. Mais importante, Lee ressalta que é es- sencial ter certeza de que cada excipiente utilizado na formulação tenha uma função bem definida. “É essencial questionar cada excipiente adicionado a uma formulação. Os formuladores devem ser capazes de justificar o uso de cada excipiente em suas formulações e garantir que estejam usando a quantidade mínima para cada um, o que fornecerá o perfil alvo do produto”, afirma. Para alcançar essa meta, é necessário experiência e especialização no desenvol- vimento da formulação e de possíveis me- canismos físicos e químicos de interação entre excipientes e IFAs com uma ampla gama de funcionalidades. “A melhor estratégia para evitar futuros problemas de interações entre o princípio ativo e o excipiente é contar com uma equipe de formulação proativa e expe- riente”, diz Shook. “Uma forte colaboração entre uma equipe de formulação e uma equipe analítica conduzindo estudos de degradação forçada no princípio ativo também pode ser de grande benefício”, conclui PT
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