Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2020
Pharmaceutical Technology 28 Edição Especial SÓLIDOS 2020 QbD para formulação de comprimidos Os formuladores podem utilizar QbD para otimizar uma formulação na fase inicial de desenvolvimento, antes do es- calonamento. Com base nos perfis de qualidade de produtos-alvo (QTPP) e no fluxograma do processo (granulação seca / úmida, compres- são, revestimento), os cientistas de formulação precisam listar os atributos do material (MA), atributos de qualidade (QA) e os parâmetros do processo (PP) que são necessários para atingir o QTTP. Esta avaliação de risco, baseada na compreensão e experi- ência do cientista sobre o processo, deve identificar os atributos e parâmetros críticos e avaliá-los com o simulador de compactação. Tal como descrito anteriormente em capping e laminação, os parâmetros do processo estudados para solucionar os defeitos podem ser avaliados durante a formulação para determinar o espaço do processo para produzir bons comprimidos sem capping ou laminação. Compressibilidade Os atributos materiais do IFA e dos excipientes geralmente incluem atributos físico-químicos, tais como ensaio, impurezas, distribuição de tamanho de partículas, índices de fluxo, teor de água e outros. A compressibilidade dos ingredientes, no entanto, nem sempre é levada em consideração por uma razão simples: os excipientes devem satisfazer as monografias listadas nas farmacopeias, e essas monografias não contêm qualquer especificação funcional- mente relacionada. Surpreendentemente, um excipiente projetado para compressão direta não possui nenhuma especificação sobre sua capacidade de formar ligações, que é o que deve ser esperado de um ligante. Um cientista que recebe um excipiente compendial da Farmacopeia dos Estados Unidos (USP) / Farmacopeia Europeia (Ph. Eur.) deve se basear apenas na brochura do fornecedor sobre seu desempenho na compressão. Isso também ocorre em um IFA para o qual seria possível testar sua capacidade de formar ligações sob pressão. Um fabricante de medicamentos genéricos, por exemplo, que pretende obter uma IFA de diferentes fornecedores de substân- cias medicamentosas deve considerar várias propriedades. Além dos critérios de pureza química e outras características físicas comuns, tais como distribuição do tamanho de partícula ou área superficial específica, é aconselhável estabelecer um perfil de compressibilidade em uma prensa de comprimidos instrumentada. Devido à fraca fluidez dos IFAs e à pequena quantidade de IFA disponível neste estágio, o carregamento da matriz provavelmente seria realizado manualmente (observe que a lubrificação externa com um lubrificante seco no furo da matriz e dos punções é frequentemente necessária para evitar aderência e colagem da matriz). Caso o IFA seja capaz de formar ligações, é possível então esboçar a resistência à tração versus pressão axial, conforme definido pela USP Capítulo <1062>, que foi introduzido em junho de 2017 (3). Este perfil de compressibilidade pode ser utilizado para comparar os diferentes graus de IFA e pode ajudar a esco- lher o grau certo para o medicamento. Esta abordagem pode ser realizada da mesma maneira em excipientes puros. FIGURA 3 FIGURA 4 Sinais de Ejeção: Colagem da Matriz versus regular. Sinal de Ejeção Regular Sinal de Ejeção com Colagem de Matriz 40 KN 35 KN 30 KN 25 KN 20 KN 15 KN 0 KN 790mg 810mg 830mg 850mg 870mg 890mg 910mg -5% +5% Peso (mg) Nominal Força de compressão (KN) Força de Compressão versus variação de peso Laminação, um defeito que exibe rachaduras na parte cilíndrica do comprimido (faixa circunferencial). FIGURA 1 FIGURA 2 Capping, um defeito que ocorre na junção entre a parte cilíndrica e a parte convexa do comprimido.
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NzE4NDM5