Pharmaceutical Technology Brasil - Sólidos 2020
Pharmaceutical Technology 8 Edição Especial SÓLIDOS 2020 estudos de viabilidade antes do início de ensaios ou validação. O preparo adequado nesse estágio pode evitar problemas rela- cionados a misturas no futuro. PharmTech: É possível utilizar mode- lagem por computador para determinar parâmetros de mistura ideais? Muench (Gemco): Geralmente, a mo- delagem por computador é mais utilizada ao se realizar a mistura de líquidos. Os líquidos fluem em padrões conhecidos que podem ser representados visualmente na modelagem por computador. A modela- gem por computador não é utilizada com frequência ao se misturar sólidos, pois o movimento e fluxo de sólidos não é tão previsível. Essa limitação pode mudar no futuro, à medida que o poder de proces- samento e a modelagem por computador continuam a melhorar. Ao realizar testes de P&D em novos produtos para uma amostra do misturador, a modelagem por computador pode ser útil para seguir um regime de amostragem da FDA. De acordo com a Orientação para a Indústria: Misturas em Pó e Unidades de Dosagem Acabadas – Amostragem e Avaliação Estratificada de Unidade de Do- sagem Em Processo da FDA, a amostragem estratificada é o processo de amostragem de unidades de dosagem em intervalos predefinidos e coleta de amostras repre- sentativas para locais especificamente direcionados na operação de compressão/ enchimento que têm o maior potencial de produzir resultados de testes extremamen- te altos e baixos. Esses resultados de teste são usados para monitorar o resultado do processo de fabricação mais responsável por causar variabilidade no produto aca- bado. Esses resultados de teste podem ser usados para desenvolver um único procedimento de controle para garantir uma mistura em pó adequada e conteúdo uniforme nos produtos acabados (1). De modo geral, o processo de amostra- gem física envolve a coleta de amostras a cada 30 segundos durante cinco minutos. Isso dá uma ideia aproximada de como ocorre o processo de mistura e apresenta um ‘quadro’ da mistura. Secagem em tambor a vácuo PharmTech: Como funciona a seca- gem em tambor a vácuo e para que é mais apropriada? Muench (Gemco): Além da mistura por tambor, um número cada vez maior Melhores práticas PharmTech: Quais são algumas das melhores práticas para otimizar os pa- râmetros de mistura? Muench (Gemco): A otimização dos parâmetros de mistura para aplicações específicas envolve pesquisa e desenvolvi- mento, tentativa e erro e também cálculos matemáticos. Os parâmetros críticos que podem variar incluem tamanho do lote, tempo de mistura e velocidade do agitador. Validar a repetibilidade do misturador é essencial ao qualificá-lo como um equipa- mento para qualquer processo específico. Para evitar o desperdício de recursos por meio de tentativas e erros em excesso, também é importante realizar uma etapa de pesquisa e desenvolvimento da viabili- dade da mistura. Por exemplo, fabricantes farmacêuticos precisam avaliar as matérias-primas para encontrar possíveis problemas e questões que possam precisar ser resolvidas antes de realizar uma tentativa de mistura. Com frequência, isso envolve partículas de diferentes formatos e tamanhos, como discutido na primeira questão. Esses tipos de problemas devem ser resolvidos durante de empresas farmacêuticas acreditam que o equipamento de secagem em tambor a vácuo oferece vantagens. Normalmente, misturadores por tambor podem fazer a mistura e a secagem em tambor a vácuo. A maioria dos pós farmacêuticos contém solventes ou radicais livres que precisam ser removidos para que sequem de maneira eficiente. Tradicionalmente, para a secagem de produtos em pó, os fabricantes utilizam secadores de bande- jas, em que o material úmido é colocado em finas camadas em várias prateleiras de bandejas aquecidas. No entanto, esse método pode resultar em secagem desi- gual conforme o calor é aplicado. Ainda, materiais voláteis podem ficar presos em partículas da camada do fundo enquanto uma crosta se forma na camada de cima do material. Como solução, equipamentos de seca- gem em tambor a vácuo avançados podem resolver esses problemas e aumentar a velocidade da secagem, ao mesmo tempo em que reduzem os custos. Equipamentos de secagem em tambor a vácuo podem utilizar purga de gás além da aplicação de calor. Além disso, a secagem dinâmica no tambor a vácuo seca o pó de maneira enérgica, visto que ele gira dentro do re- cipiente, o que resulta em secagem do pó mais rápida, mais uniforme, com menos trabalho, e é especialmente útil na redução de solventes orgânicos residuais. A secagem em tambor também pode ser empregada quando um líquido é usado para inserir um princípio ativo em um pó farmacêutico. Geralmente, o fabricante farmacêutico iria misturar o princípio ativo com um carregador, como álcool, que seria pulverizado nas partículas. A secagem em tambor a vácuo ajuda a remover o álcool. Conforme o pó passa pelo processo de tombo no misturador, o pó frio se move para as paredes aquecidas do misturador. O valor evapora o álcool durante a seca- gem. O material precisa ser movido para que não se queime nas paredes e para que os materiais mais frios não fiquem no meio PT Referência 1. FDA, Draft Guidance for Industry: Powder Blends and Finished Dosage Units – Stratified In-Process Dosage Unit Sampling and Assessment, October 2003 (with- drawn on August 7, 2013).
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