Pharmaceutical Technology Veterinária - 2017
Pharmaceutical Technology 21 VETERINÁRIA 2017 da face, filtração HEPA de troca segura e um alarme de fluxo para garantir que a velocidade de face não caia abaixo de 60 fpm (0,3 m/s). O laboratório inicialmente utilizou este equipamento para pesar compostos menos potentes, BEO 3 e BEO 4, uma tarefa que o dispositivo realizou extraordinariamente bem. A questão foi levantada sobre a capacidade da unidade em ser expandida para lidar com a dispen- sação segura e eficiente de compostos BEO 5. Após várias discussões entre a Merck Global Safety e a Environment and Mettler Toledo, um plano de avaliação experimen- tal foi criado para avaliar a capacidade do sistema em reduzir a contaminação superficial pelo ar e por partículas durante a pesagem de compostos BEO 5. Como parte da avaliação, materiais BEO 5 foram fornecidos para o laboratório analítico em recipientes compatíveis com as tampas de dosagem, uma vez que dados do histórico de contaminação de superfície e do ar indicaram que a subdivisão manual por químicos analíticos em uma VBE não manteria os níveis de contaminação do ar e de superfície abaixo dos limites aplicáveis para alguns compostos BEO 5. Avaliação de desempenho de controle substituto A verificação de amostragem foi re- alizada para validar o equipamento de contenção. Os equipamentos de proteção individual (EPI) utilizados durante a amos- tragem incluíram óculos de segurança, um jaleco de laboratório descartável, luvas descartáveis e luvas duplas nitrílicas. Amostras de ar e de superfície foram co- letadas durante a dispensação de 2 g de naproxeno sódico, com posterior limpeza e remoção do EPI. O naproxeno sódico, um fármaco anti- inflamatório não esteroidal, foi utilizado porque é reconhecido pela International Society of Pharmaceutical Engineers (ISPE) como um agente de desafio rigoroso e um substituto adequado para a avaliação de contenção de compostos potentes (4). O protocolo de amostragem incluiu limpeza de VBE, recipientes, balança, e a remoção de luvas externas e mangas dentro do VBE, uma vez que a técnica adequada durante essas atividades é fundamental para a contenção e prevenção da contaminação de superfície. Seis iterações da tarefa de dispensação foram realizadas, e amostras de ar e de superfície foram coletadas du- rante cada iteração para demonstrar que os controles e os procedimentos utilizados pelos pesquisadores os protegeram de fato. No total, seis amostras de ar individuais e 24 amostras de ar da área foram coleta- das. Todas as amostras coletadas estavam abaixo do limite de detecção laboratorial e bem abaixo dos LEOs para compostos OEB 5 sendo manipulados no laboratório (ver Tabela 2). Além disso, todas as amostras de limpeza estavam abaixo dos limites de contaminação de superfície (ver Tabela 3). Conclusão A revisão dos dados de contaminação do ar e de superfície mostraram que as exposições são baixas e geralmente não detectáveis. Concluiu-se que os investi- gadores podem utilizar com segurança o sistema de dispensação automático para dispensar até 2 g de compostos OEB 5, com LEOs > 3 ng/m 3 , desde que o VBE esteja adequadamente localizado no laboratório e a utilização do sistema esteja associada a equipamentos de proteção individual, um procedimento escrito, treinamento prático sobre o correto manuseio de compostos potentes em um VBE, boas práticas de ma- nipulação, e um programa de manutenção preventiva anual, tanto para o sistema de dispensação como para o VBE. A dispensação de pó automática ofere- ce uma combinação eficiente de ambas as estratégias de contenção e melhorias nas técnicas de manuseio das amostras. Com- binando a tampa de dosagem, um VBE com filtro HEPA e boas técnicas de manuseio de compostos potentes, pode-se eliminar a necessidade de utilizar um isolador para pesar precisamente compostos OEB 5 para testes analíticos. Um benefício adicional é que qual- quer pesquisador pode passar por um treinamento simples e ser qualificado para operar o sistema automático, que também remove a variabilidade do usuário do processo. Em geral, o uso do sistema de dispensação automático em um VBE proporciona uma pesagem precisa e re- produtível do composto potente, mantendo os investigadores seguros e protegendo o ambiente laboratorial da contaminação PT Referências 1- F. Hermann et al., Chemistry Today, “Focus on CROs/ CMOs” supplement, 29 (4) s20-23 (2011). 2- R. Harris, “Formulating High Potency Drugs,” Contract Pharma, outubro de 2012, pp. 46-50. 3- P. Van Arnum, Pharm. Technol. 35 (12) 36-40 (2011). 4- ISPE, Good Practice Guide: Assessing the Particulate Containment Performance of Pharmaceutical Equip- ment, 2ª Edição (Tampa, Florida, maio de 2012) pp. 70.
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