Pharmaceutical Technology Veterinária - 2017
Pharmaceutical Technology 22 Edição Especial VETERINÁRIA 2017 predizer (ou seja, falta de evidência) as estruturas cristalinas e as propriedades físicas significa que existem aspectos legais e dificuldades no que diz respeito à manutenção da proteção da patente de um IFA”. Chris Frampton, diretor científico da SAFC Pharmorphix, declara que os problemas de dissolução dos IFAs muito lipofílicos podem ser resolvidos usando co-cristais, porquanto as propriedades de dissolução da nova estrutura cristalina que está sendo formada e dos cristais de IFA sozinhos são habitualmente muito diferentes. A formação de uma nova rede cristalina com um co-formador farma- ceuticamente aceitável permite muitas vezes resolver outros problemas, como os de compactação, e dificuldades devidas à higroscopicidade. Por outro lado, no caso de IFAs não ionizáveis, incapazes de formar sais, a opção de formar um co-cristal é co como um “produto intermediário de medicamento”. Embora esta classificação possa favorecer algumas estratégias de desenvolvimento de produtos, ao menos no curto prazo, ela pode limitar o uso eficaz de co-cristais em outros casos. Melhores propriedades farmacocinéticas e algo mais Ning Shan, diretor de desenvolvimento pré-clínico de Thar Pharmaceuticals, diz: “A escolha de uma forma cristalina es- pecífica para um determinado IFA é uma tarefa de enorme importância, dos pontos de vista clínico, legal e normativo: porque a velocidade de dissolução e a solubilidade intrínseca das diferentes formas cristali- nas variam e podem influir grandemente na biodisponibilidade; a estabilidade à temperatura e a estabilidade à umidade dependem criticamente do empacota- mento do cristal; e a impossibilidade de Este artigo foi publicado anteriormente na Phar- maceutical Technology USA, Suplemento API`s, Excipients & Manufacturing e na Pharmaceutical Technology Sudamérica Nº 127. Cynthia Challener é uma editora colaboradora de Pharmaceutical Technology Traduzido por Mónica Segal e Víctor Arellano O s IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos) são desenvolvidos e administra- dos convenientemente como formas de dosagem sólidas que contêm uma forma cristalina única de um ingrediente farma- cêutico ativo. Os co-cristais alteram as propriedades físicas dos IFAs sem modi- ficar sua composição química nem afetar as vantagens da forma sólida cristalina. Em compostos que não formam sais úteis, e cujas propriedades físicas (como solubilidade ou estabilidade) precisam ser melhoradas, a utilização de co-cristais é muitas vezes uma solução viável. Um co-cristal pode, assim, representar uma forma cristalina com propriedades farmacocinéticas superiores e, consequen- temente, gerar uma melhor oportunidade no mercado. Em abril de 2013, no entanto, a FDA publicou suas diretrizes normativas finais sobre essas entidades, que incluem a classificação de co-cristal farmacêuti- O papel dos co-cristais no desen v ol v imento e produção de fármacos Um guia recente da FDA presta maior atenção aos co-cristais como ferra- menta para a formulação de formas farmacêuticas sólidas. Cynthia Challener
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