Pharmaceutical Technology Veterinária - 2019

Pharmaceutical Technology 25 EdiçãoEspecial VETERINÁRIA2019 alimentos e laticínios. Sua adoção cada vez maior no setor da saúde pode ser antecipada futuramente. Esta hierarquia de tecnologias assépticas é representada na Figura 2. Definindo a fabricação estéril A fabricação de produto estéril não deveria ser vista como uma escolha rí- gida entre a esterilização terminal ou o enchimento asséptico. Em vez disso, a fabricação de produto estéril deveria ser entendida como uma gama de tecnologias de processo, e os designers de processos deveriam ter a liberdade para escolher uma tecnologia ou uma combinação de tecno- logias que melhor satisfaça a segurança do paciente e os objetivos comerciais. Normas e regulamentos que restringem as esco- lhas de processamento sem justificativa científica real não fazem nada além de prejudicar o produtor e o consumidor. Os autores não veem razão para uma árvore de decisão que implica uma avaliação inicial térmica arbitrária (letalidade) na esterilização terminal (12). A esmagadora maioria de famílias co- nhecidas de bactérias, bolores, leveduras e vírus associados com doenças humanas é eficazmente eliminada a temperaturas bem abaixo de 100°C. A lista de organismos mortos a tempe- raturas inferiores a 100°C incluem todos os formadores de bactérias Gram positivas e Gram negativas sem esporos, todos os vírus e todas as leveduras e bolores. Assim, os organismos responsáveis por mais de 99% das doenças infecciosas em humanos e animais são mortos de forma eficaz e eficientemente a temperaturas bem abaixo daquelas em utilização comum para a esterilização. Qualquer microbiologista racional ou engenheiro de esterilização consideraria isso como uma evidência clara de que a segurança considerável do processo pode ser adicionada em condições mais baixas do que F 0 ≥ 8. Existem organismos formadores de esporos que causam doença, e o risco destes organismos para o paciente deve ser considerado no desenvolvimento de qualquer processo de esterilização. O patógeno formador de esporos mais co- nhecido do público em geral é o bacillus anthracis, que é o agente etiológico da doença conhecida como Antraz. O Antraz existe na consciência pública por causa de seu uso como um agente de bioterrorismo. Este esporo patogênico raro fornece um exemplo adequado da resistência ao calor úmido dos organismos formadores de endósporos de complicações médicas. Um estudo extenso sobre a resistência térmica do b. anthracis em comparação com outras cepas da categoria bacillus foi realizado por Montville, et al. (18). Os resultados relatados (18) demons- tram uma clara desconexão entre a estipulação de uma temperatura mínima aceitável de 121°C, um ciclo de tempo mínimo de 15 minutos e a letalidade realmente necessária para atingir uma probabilidade real de não esterilidade de 10-6 ou melhor. Há ampla evidência de que os esporos patogênicos podem ser prontamente e repetidamente mortos a temperaturas consideravelmente inferiores às temperaturas indicadas na Convenção de Inspeção Farmacêutica e na árvore de decisão de Esquema de Cooperação de Ins- peção Farmacêutica. Os ciclos fornecidos nas árvores de decisão são excessivamente conservadores e, por serem considerados literalmente, impedem a utilização de condições de segurança de processo. Uma abordagemmais científica apropriada seria incentivar a esterilização de formulações a serem examinadas livremente, sem res- trição somente às temperaturas relatadas como eficazes na literatura farmacêutica relacionada. Na visão dos autores, a magnitude da letalidade do processo, conforme medido em F0, deveria ser entendida como uma escolha e não um requisito arbitrário. Nas últimas décadas, no entanto, tem havido uma crença inflexível em dois fatores que pesam na escolha de letalidade. Um desses fatores é que 121,1°C é uma condição ne- cessária de esterilização por calor úmido, e o outro é que uma margem grande de segurança deve ser alcançada para a elimi- nação de G. stearothermophilus . Os dados relativos à resistência de organismos pa- togênicos, incluindo b. anthracis e outros, destacam a irracionalidade desses dogmas. Uma temperatura de 121,1°C, na ver- dade, nada mais é do que a conversão de 250°F (uma temperatura equivalente a uma pressão de vapor de 15 psi) que foi historicamente utilizada no tratamento de alimentos enlatados em retorta. Por ser possível alcançar a letalidade essencial contra patógenos, incluindo formadores de esporos, em temperaturas abaixo de 100°C, não faz absolutamente nenhum sentido considerar ciclos de es- terilização que operam entre 121,1°C e 100°C (ou temperaturas potencialmente mais baixas) como inadequados em termos de entrada letal. Além disso, dada a efi- cácia de temperaturas entre 70°C e 100°C para o controle de formadores de não es- poros, que incluem a maioria dos agentes patogênicos, ciclos nestas temperaturas podem ser considerados eficazes como um adjuvante da fabricação asséptica ou mes- mo da fabricação estritamente controlada contra biocarga. A Figura 3 representa al- gumas alternativas de processo, incluindo a combinação de processos. Combinando o processamento asséptico e a esterilização terminal Usar o processamento asséptico como um precursor para a esterilização terminal altera o paradigma dramaticamente. Essa abordagem permite controle superior so- bre a biocarga pré-esterilização, tanto que o processo de esterilização subsequente pode ser projetado com entrada térmica menor (menor letalidade global), tornando

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