Pharmaceutical Technology Veterinária - 2019

Pharmaceutical Technology 26 VETERINÁRIA 2017 possível ampliar substancialmente a uti- lização da esterilização terminal. De uma perspectiva de segurança, essa abordagem possui vantagens distintas, como segue: • Qualquer contaminante acidental de biocarga que entrar no recipiente durante o processamento asséptico é facilmente morto na etapa de esterilização terminal, minimizando ou eliminando a necessidade de um extenso monitoramento ambiental durante o processo. • Complicações de biocarga no processo terminal são eliminadas, pois todas as unidades são enchidas assepticamente. • Se os produtos foram feitos somente com o uso de ambos os processos, as li- mitações conhecidas de cada um (nenhum componente letal terminal no asséptico, mais degradação na esterilização terminal) persistem. F 0 baseado em árvore de decisão con- vencional e alvos tempo-temperatura são selecionados arbitrariamente para simplificar a validação e a execução do processo, mas eles reduzem a flexibili- dade, reduzindo assim a oportunidade de os cientistas de esterilização escolherem uma abordagem mais segura e mais fácil de controlar. O foco adequado deve estar emmatar micro-organismos de biocarga, e não em dados físicos; os valores numéricos são conservadores e ignoram o impacto do processo no produto. Além disso, as taxas de recuperação de contaminação devem ser utilizadas para avaliação contínua das tendências de monitoramento ao invés de níveis de alerta e ação, que muitas vezes levam a um excesso de interpretação e má interpretação dos resultados (19). O objetivo na produção de medica- mentos estéreis deve ser sempre garantir o acesso do paciente a produtos seguros e eficazes. Ao utilizar uma combinação de processamento asséptico e esterilização terminal, todo mundo ganha. O paciente recebe o produto mais seguro e mais estável com menos materiais de degrada- ção, e o fabricante tem menos problemas operacionais. Os organismos reguladores também ganham, porque a segurança do paciente é a sua principal missão, e o consumidor fica perfeitamente protegido dos riscos. A implementação destes processos é simples, pois os equipamentos de esterili- zação existentes podem ser adaptados ou usados quase que diretamente. Um pro- cesso de combinação acrescenta requisitos de validação, mas reduz significativamente as preocupações de controle de contami- nação asséptica e reduz a necessidade de monitoramento ambiental extenso e caro. A FDA e a Agência Europeia de Medica- mentos documentaram sua preferência pelo uso da esterilização terminal (11, 20); eles também sugeriram flexibilidade no processo de esterilização utilizado. Os processos de esterilização termi- nal na variação de 70-80°C podem ser eficazes com processos assépticos bem controlados. Quase todos os sistemas de água para injetáveis (WFI) são mantidos FIGURA 3 Uma continuidade de processamento estéril inclui processamento asséptico (AP) e esterilização terminal (TS). Os valores numéricos na imagem destinam-se a ser ilustrativos e não definitivos; a progressão do processo deve ser entendida como contínua. Combinação de processamento asséptico e esterilização terminal. Aumento do Impacto Térmico Impacto Adverso nas Propriedades dos Materiais AP com acréscimo letal Processo de TS de F 0 15 Processo de TS de F 0 8-10 Processo de TS de eliminação global Processo de TS de F 0 2-4 TS < 8 com controles adicionais Enchimento asséptico + Processo de 100°C Enchimento asséptico + Processo de 80°C Enchimento asséptico + Processo de 60°C Enchimento asséptico Processo de esterilização terminal (TS) de meio ciclo

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